Thursday, 14 February 2013

Dei cabo de um estudante

Pois é, sai do trabalho, equipei-me e parti para o local de encontro às 17:40 perto do Intermarche de Oliveira do Bairro. Qual é o meu espanto quando lá chego não esta lá ninguém e chega passado dez minutos, devem ser os poucos por estas zonas que sabem o que é chegar a horas. Seguimos em direcção a Vila Verde e nesse mesmo momento recebo um sms que só vi na subia após a Recer. O irmão do terceiro elemento disse que ele estava atrasado 15minutos, já quase me sentia como o Ivo Canelas. Acabei por ir ao encontro do RSS, o terceiro elemento, eram 18:30 quando arrancamos em direcção às praias.
Comecei com um ritmo alto para alcançar o atraso que levávamos, tinha que estar em casa às 20:45. Isto foi assim até ao inicio de Vagos, depois eles começaram no paleio e eu lá fui, a cada rotunda que apanhava dava voltas. Esta viagem só teve aventureiros o primeiro foi passar a mata da Vagueira pela estrada sem luzes. Mas o melhor disto tudo foi da Vagueira à Costa com muito vento pela frente pedalei em média de 26km/h.
A segunda aventura foi andar em sentido contrário pelas Gafanhas para cortar caminho. Fomos sempre a par com a auto-estrada até que chegamos a Aveiro. Ao sair de Aveiro a conversa que tinha ficado em Vagos voltou e o tema por incrível que pareça era sobre ciclismo, as historias mal contadas de Lance Armstrong. Lá estava eu a crer ir para casa e aqueles dois no paleio, um não se importava mas o outro só acordou quando lhe disse as horas.
Cheguei a casa perto das 21:30 a meia hora que tinha em mete para recuperar passou para 45minutos de atraso. No meio disto tudo pedalamos 81km o que me faz sair de Zadornil para Arrasate. Hoje fui correr uns 4,5km com o colega de Oliveira do Bairro. Ele convidou-me para pedalar amanhã uns 40km, mas tenho que levar o carro à oficina e além disso, sem esquecer, tenho torneio de pes.

Ciclismo - 686km                                                                               Corridos - 58,5

Do inicio até hoje

Como vos disse na última mensagem, vou começar a relatar as verdadeiras voltas e não fictícias com os quilómetros das reais. Até há bem pouco tempo o que eu conhecia de andar de bicicleta era da casa da minha mãe até ao ex apartamento dos meus avós na Costa Nova, a distância de 36km separavam estas duas habitações.
Depois disso comecei a mostrar ao RSS que a bicicleta não serve só para ir de Montelongo  à Povoa do Forno, assim começamos os dois a pedalar e fazer caminhos que nunca os tinha feito.  Entretanto ele e a sua híbrida, “levezinha”, começaram a pedalar com o grupo da Mamarosa e as suas médias foram subindo. Nos intervalos que isso não acontecia ia ele pedalar comigo, foi ai que me decidi “tenho mesmo que comprar uma bicicleta de estrada”. Foi amor à primeira vista, uns muito me mostravam mais lojas e tornavam-me mais confusos, outros diziam que ia gastar dinheiro e que ficava parada, ainda bem que fui por mim “grande compra”.
Comecei a pedalar com o RSS e o grupo da Mamarosa, o primeiro encontro foi um susto, de 60km previstos passaram a ser 80km. Este grupo tem três fazes a mais alta, altura do Verão, percorre-se 80-100km. A volta mais longa é a ida a Fátima são 120km. Cerca de dez eram os ciclistas, isto quando os dias são mais longos, fora isso são metade.
Agora em 2013 quero chegar ao final do ano com 4500km feitos, acho que vou passar esse numero mas quilómetros para a frente. Arranjei um colega para pedalar comigo quando não pedalo com o grupo da Mamarosa. Assim acabo o "do inicio até hoje".

Tuesday, 12 February 2013

Mudança de planos

Comecei este "Desafio 2013" com o seguinte propósito alcançar os 4.500km pedalados, por isso tracei um percurso no google maps que me levava até Moscovo. A minha ideia é inventar uma "história" como se passa-se por esses sítios até o destino final. Não previ a dificuldade que é descrever um sítio diferente a cada 100km sem nunca lá ter estado. Apesar de ter já visitado alguns locais por este Mundo fora, não se compara ao que estou a desenvolver. Por isso acho que vou começar a relatar a volta real, mas a distância traduzirá na fictícia. Antes que me esqueça vou em San Zardonil, já com 605km pedalados e 54 corridos.

Sunday, 10 February 2013

A manhã má, que acaba em bem

Como todos os domingos acordo por volta das 8horas, tomo o pequeno-almoço, vesti-me e parto para a estrada. Hoje foi igualzinho, até me encontrei com o grupo de ciclistas com quem ia pedalar e num abrir e fechar de olhos o céu que já prometia, estremeceu e a sua nebulosa começou a precipitar-se. Como éramos só três acabamos por ficar em casa de um deles a pedalar parados em frente a um televisor acompanhando Les Mills. Comecei a entrar na brincadeira, "põe mais pesada", "tira uma atrás", "põe carga",  frases dos meus colegas que ao mesmo tempo pedalavam e seguiam as coordenadas dos instrutores no programa televisivo. Com uma toalha e um bidon de água passaram-se 50minutos e eu ainda em cima dela, foi ai que o vídeo estava a acabar e o dono da casa toca a pôr outro. O segundo foi mais curto, mas era só "põe carga", parecia um treino não de ir ao Buçaco mas sim Caramulo.
Depois do exercício estivemos a alongar, foi ai que vi que a velhice é um posto, mas que a juventude se não é tratada também nesse preciso momento pode ser à mesma um posto. Um dos colegas estava roto e cansado, o outro com a mesma idade e mais 10anos que meio século chegava à ponta dos pés com as mãos.
Por fim acabou, levaram-me de volta ao local de partida visto que o tempo estava para a chova.

Friday, 8 February 2013

Acampar na mata

Mais uma semana a pedalar fazendo 136km. Agora mesmo todo equipado, quer dizer falta-me um adaptador para as bomba de ar das gasolineiras. Já apanhei sustos, o primeiro foi da comida, na minha primeira vez a andar de bicicleta com o grupo da Mamarosa, o segundo, foi quando a câmara arrebentou e eu não tinha suplente. Veio mesmo a calhar quando parti na terça e fiz 76km acabando por parar em Burgos. Visitei a cidade no dia seguinte, almoçando uma paella e estudando a próxima paragem, Mirando de Ebro.
Na quinta-feira lá parti mas era tanta a subida que só fiz 60km, montando a tenda no parque San Zardonil. Agora esperando por domingo para pedalar, em grupo, já que um basto grupo de ciclistas seguiu as minhas ideias. Ciclista que é ciclista, pedala até com "nariz de palhaço".

Ciclismo -  605km (1/9 do objectivo já esta cumprido)

Sunday, 3 February 2013

Depois da tempestade, vem a "bonança"

Na estadia em Tordesillas conheci um grupo de ciclistas que esta a fazer um mesmo género de aventura que eu. Sete horas da tarde de sábdo liguei ao cabecilha que queriam mais um colega para esta luta, ele disse que sim, Mosteiro de Santa Clara era o ponto de encontro.
Acordei já passavam cinco minutos das 8 horas da manhã de domingo, tomei o pequeno-almoço cereais e leite, subi para me equipar e parti para a estrada. A caminho do ponto de encontro cruzei-me com dois deles e seguimos juntos.
Uma hora após eu acordar estava eu a arrancar com o grupo. Como eu pedalei durante a semana, já me habituei a pedalar à maioria do grupo, isto quando ela é possível para mim, caso seja superior deixo-os ir. Sempre, ou quase sempre, a pedalar na segunda da frente e nas maiores a trás cheguei a Palencia com um ritmo a 24km/h.
Para concluir e esclarecer o titulo do texto depois da grande destruição que o vento e chuva causaram, esta semana o sol abriu-se o que levou a muitos ciclistas na estrada.

Ciclismo - 469km

Friday, 1 February 2013

Tordesillas

Destino agora era o norte de Espanha, não levei nada além de agua e uma pompota Aptonia. Eram seis horas quando as rodas rolavam, atrasados já vinte minutos, isto por causa de um colega de viagem que ia para Tordesillas.
O ritmo era muito baixo pedalava-se a 20km/h, eu queria recuperar o tempo perdido e nada feito. A vinte quilómetros o sol já não havia e continuávamos longe do destino. Só pensava que a este ritmo e à hora que parti só chegaria às 22h15m.
A meio do percurso eu pedalava sem norte mas com ideia que o tinha. Acabei por dar razão ao meu colega e voltamos para trás, vimos um casal e íamos perguntar para onde ficava Tordesillas/Valladolid, mas foi nesse mesmo momento a aproximar-me deles que puff. Já não bastava ter furado uma câmara na terça-feira foi outra agora. Logo agora que nem eu nem ele tínhamos uma câmara, o que nos safou foi que o senhor desse casal era ciclista e ligou ao filho para ver se nos resolvia o problema. Entretanto, o rapaz apareceu e resolveu-nos o problema mas perdemos ai perto de três quartos de hora.
Voltamos à estrada todos gelados de termos parado, mas com felicidade porque encontramos o caminho que nos tinham indicado. A uns vinte quilómetros do destino a pedalar a 15km/h e a ouvir sempre o outro a dizer que estava com fome, eu já lhe tinha oferecido o Aptonia, mas ele não quis por isso eu comi. No entanto, tivemos mesmo que parar numa pastelaria, isto já eram 22h30m.
Cheguei a Tordesillas eram 23h só um Hotel estava disponível para me receber, Hotel o qual estive à uns anos atrás com a minha mãe e avós. Este local parecia mesmo que as paredes tinham ouvidos, isto porque mesmo no último piso ouvia-se a falarem na recepção. Será uma noite horrível, a que me levará a pensar no que para a próxima vou levar comigo.

Tuesday, 29 January 2013

Viva España

Já não se via um dia destes à duas três semanas, mas por infelicidade não pode partir antes das 17 30. Logo no começo cruzei-me com um ciclista, em cima de uma Giant, fomos sempre a par até que ao quilometro 10, já em Espanha, a câmara da roda da frente da minha bicicleta arrebentou, sorte minha que estavam umas bombas por perto, onde se resolveu o problema. Esta não estava à espera por isso não adicionei na minha bolsa de viagem.
Mais à frente mal se via, já com luzes na bicicleta e colete reflector, o que não fez como que dois condutores quase me oferecessem o espelho lateral dos seus respectivos carros. Acabei por fazer perto de 63km, parando em La Fuente de San Esteban, pertence a Salamanca.
No parágrafo anterior esqueci-me de dizer quem me disse que havia ali uma residencial foi o ciclista que me acompanhou, mas parou dois quilómetros antes. O informador de há pouco disse-me que passava por onde eu estava e ia até Salamanca. Esperei, esperei e decidi que me tinha que fazer à estrada. Desta vez sempre a rolar com espírito até me deu para fugir ao percurso mais curto. Cheguei ao destino pouco faltava para as nove da noite (hora espanhola), instalei-me tomei um banho, jantei e cá e sou eu a escrever este texto.

Ciclismo - 304km

Wednesday, 23 January 2013

A estadia interna

Estava em Vilar Formoso há quase duas semanas, corri perto de 20km e pedalei 0km. Pelo meu calculo para fazer 4.500km num ano tinha que, por semana, pedalar 86,5km mais uns trocos. Com três semanas completas já vou com 184, no entanto devia ir com 259,6. Este temporal não me tem ajudado em nada, no que diz respeito em avançar em direcção a Moscovo. Em pequeno a minha mãe sempre me dizia "agasalha-te que esta a nevar na serra da estrela", a minha resposta a este conselho/ordem era "isso é lá aqui não", foi então esta semana que me apercebi do que ela dizia. Agora é que me devia ter dito, agora valeria a pena. Passei os dias entre paredes, só quando via o meu colega da corrida a ligar-me é que me fazia à estrada. Vou perder o colega porque ele irá para Madrid amanhã e agora? Parece que vou ter que me focalizar no ciclismo, quero chegar a Cidad Rodrigo esta semana.

Sunday, 20 January 2013

Portugal às escuras

Na sexta-feira passada lá fui eu, acompanhado, correr novamente os 4,5km, agora a um ritmo aceitável com duas terríveis paragens pelo meio. Não foram bem paragens, mais quebras de ritmo e de correr passamos a andar.
No sábado de manhã acordei e vi um dia nunca antes visto, caixotes do lixo pela estrada fora, uma casa sem telhado, etc. Palmeiras bem altas quase que fazia um ângulo de 60º com o chão. Primeiro foi-se a luz, depois a água, somente gás. Passei o sábado nas minhas leituras e fazeres sem luz. Já que tinha parado de chover e vento já tinha perdido a força arranjei a bicicleta para domingo. Jantei cedo e pouco depois cama.
No domingo, acordei cedo olhei lá para fora e voltei para a cama, estava a chover, mas vento era como a electricidade ainda não se sabia dele.
Resumindo, parece que os portugueses não me querem cá, por isso tenho que ir em direcção a Espanha e será para a semana caso chova ou não. Para não me perder vou começar a anotar os quilómetros corridos tanto a pé como em cima dela.